Entenda o que muda no novo Desenrola para trabalhadores informais
O Novo Desenrola Brasil pode ganhar uma nova fase voltada a trabalhadores informais
12/05/2026 13:56:40
O Novo Desenrola Brasil pode ganhar uma nova fase voltada a trabalhadores informais e pessoas adimplentes, segundo o Ministério da Fazenda. A etapa em estudo pelo governo Lula mira brasileiros que pagam as contas em dia, mas tomam crédito caro por não terem renda fixa, salário recorrente ou histórico regular de recebimento.
A possibilidade foi reforçada pela secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta segunda-feira (11). A área econômica avalia como desenhar uma linha que reduza o custo do crédito para esse público sem estimular novo ciclo de endividamento.
Na semana passada, a Fórum mostrou que o governo Lula prepara uma nova fase do Desenrola para brasileiros que não estão endividados.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, essa etapa pode ser lançada no fim de maio ou no início de junho.
Novo Desenrola Brasil mira crédito mais barato
O ponto central da nova fase não é perdoar dívida de quem está com o nome limpo. A ideia em estudo é melhorar as condições de crédito para quem continua pagando, mas está preso a juros altos.
O trabalhador informal é visto como prioridade porque costuma ter renda variável. Sem contracheque, salário mensal fixo ou recebimentos previsíveis, esse público é tratado pelo sistema financeiro como cliente de maior risco. O resultado é acesso mais difícil a crédito e taxas mais caras.
Uma pessoa que é informal, por exemplo, que é um olhar que a gente tem com muito cuidado, não tem uma renda fixa por mês. Ele não tem um salário recorrente. Não tem uma loja com histórico de recorrência de recebimento. Ele tem que ganhar o seu dia a dia de maneira pontual. E ele é quem mais recebe juros caros no país”, afirmou Dario Durigan, segundo a Secom.
De acordo com o governo federal, Novo Desenrola Brasil mira crédito mais barato
O ponto central da nova fase não é perdoar dívida de quem está com o nome limpo. A ideia em estudo é melhorar as condições de crédito para quem continua pagando, mas está preso a juros altos.
O trabalhador informal é visto como prioridade porque costuma ter renda variável. Sem contracheque, salário mensal fixo ou recebimentos previsíveis, esse público é tratado pelo sistema financeiro como cliente de maior risco. O resultado é acesso mais difícil a crédito e taxas mais caras.
“Uma pessoa que é informal, por exemplo, que é um olhar que a gente tem com muito cuidado, não tem uma renda fixa por mês. Ele não tem um salário recorrente. Não tem uma loja com histórico de recorrência de recebimento. Ele tem que ganhar o seu dia a dia de maneira pontual. E ele é quem mais recebe juros caros no país”, afirmou Dario Durigan, segundo a Secom.
De acordo com o governo federal, a prioridade imediata do programa segue sendo a renegociação de dívidas de inadimplentes. A etapa para adimplentes viria depois, como complemento.
a prioridade imediata do programa segue sendo a renegociação de dívidas de inadimplentes. A etapa para adimplentes viria depois, como complemento.
Por que o trabalhador informal entrou no foco
O Brasil tinha 38,1 milhões de trabalhadores informais no trimestre encerrado em março de 2026, segundo a Pnad Contínua do IBGE. A taxa de informalidade era de 37,3% da população ocupada.
Esse contingente inclui empregados sem carteira, trabalhadores por conta própria sem CNPJ, empregadores sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares. Na prática, é uma parcela expressiva da força de trabalho que nem sempre consegue comprovar renda nos moldes exigidos pelos bancos.
Por isso, o desenho estudado pela Fazenda tenta atacar um problema diferente do inadimplente tradicional. O objetivo é alcançar quem ainda consegue pagar as parcelas, mas paga caro demais para rolar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal ou outras modalidades de alto custo.
O que já está valendo no Novo Desenrola Brasil
A fase já lançada do Novo Desenrola Brasil tem duração prevista de 90 dias e permite renegociar dívidas com descontos de até 90%, juros reduzidos e prazo de até quatro anos.
Segundo o Ministério da Fazenda, podem participar pessoas com renda de até cinco salários mínimos, hoje R$ 8.105, que tenham dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e atrasadas entre 90 dias e dois anos.
As dívidas elegíveis são de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O novo crédito tem taxa máxima de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses, 35 dias para começar a pagar e limite de R$ 15 mil por pessoa por banco ou instituição financeira.
O programa também permite usar 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, o que for maior, para quitar parcial ou integralmente a dívida. A Fórum explicou como funciona o uso de até R$ 1 mil do FGTS para quitar dívidas no Novo Desenrola Brasil.
A adesão deve ser feita diretamente com os bancos e instituições financeiras onde as dívidas foram contraídas. A Fórum também detalhou quando começa a renegociação das dívidas do Novo Desenrola Brasil.
Entenda a diferença entre as fases
A fase atual atende principalmente quem está inadimplente. Ou seja, quem tem dívida atrasada e precisa renegociar para limpar o nome e retomar acesso ao crédito.
A fase em estudo para trabalhadores informais e adimplentes teria outro objetivo. Ela buscaria reduzir o custo de dívidas de quem ainda paga em dia, mas enfrenta juros considerados excessivos pelo governo.
Durigan afirmou que o governo quer incentivar o bom pagador. O ministro citou também a possibilidade de contemplar estudantes do Fies que estejam adimplentes em uma etapa posterior.
Novo Desenrola Brasil ainda depende de desenho final
A nova etapa para informais e adimplentes ainda não foi lançada. Também não há, até agora, regra oficial sobre limite de renda, modalidades de crédito incluídas, taxa máxima, prazo de pagamento ou instituições participantes.
O que existe é uma diretriz pública da Fazenda: criar um mecanismo para melhorar a qualidade do crédito de brasileiros que, mesmo sem inadimplência, acabam pagando juros mais altos por causa da instabilidade da renda.
Até a publicação das regras, seguem valendo apenas as normas da fase atual do Novo Desenrola Brasil, instituída pela Medida Provisória nº 1.355, de 4 de maio de 2026, e regulamentada por portaria do Ministério da Fazenda.
Fonte: msn
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