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Mulheres quilombolas de Cantanhede levam ancestralidade e identidade maranhense ao Salão do Artesanato em São Paulo

()Coletivo de mulheres quilombolas e campesinas transforma fibras naturais em peças artesanais que fortalecem a cultura, o pertencimento e a geração de renda no Maranhão.()

Mulheres quilombolas de Cantanhede levam ancestralidade e identidade maranhense ao Salão do Artesanato em São Paulo
fotos : Geíza Batista

Durante o 22º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, que aconteceu no período de 13 à 17 de maio no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, o artesanato produzido pelo Coletivo de Mulheres Quilombolas e Campesinas de Cantanhede (MA) despertou o interesse do público pela riqueza cultural, originalidade e conexão com os saberes ancestrais do Maranhão.
Representando comunidades quilombolas da região de Cantanhede, as artesãs levaram ao evento peças produzidas com palha de babaçu, linho de buriti e tingimentos naturais, em um trabalho que une tradição, sustentabilidade e valorização da identidade quilombola maranhense. Cestarias e bioartesanato produzidos manualmente carregam histórias, memórias e o sentimento de pertencimento das mulheres que transformam a cultura popular em fonte de renda e resistência.
A artesã Maria Josiane Pacheco, quilombola da comunidade Viúva e integrante do Coletivo de Mulheres Quilombolas e Campesinas de Cantanhede, destacou a emoção de apresentar o trabalho do grupo em uma feira nacional.
“Trazer a cultura do Maranhão para cá é uma satisfação muito grande. As pessoas adoraram conhecer nosso trabalho e nossa história. Hoje, a palavra é gratidão pela nossa cultura e pelas mulheres quilombolas e campesinas de Cantanhede”, afirmou.
O trabalho desenvolvido pelo coletivo também conquistou lojistas e visitantes interessados em peças artesanais com identidade cultural. A empresária Carolina Monteiro, proprietária da loja Cestarias Régio, de São Paulo, contou que fechou negócios após conhecer as peças produzidas pelas artesãs maranhenses. “O que me atraiu foi justamente o trabalho com as fibras naturais e o tingimento artesanal das peças. Agora, essas cestas também serão comercializadas aqui em São Paulo”, ressaltou.

Da esquerda p/ direita:  Rosângela Ludovico, secretária de Igualdade Racial de Cantanhede com uma artesã
Segundo Rosângela Ludovico, secretária de Igualdade Racial de Cantanhede, que acompanha o grupo no Salão do Artesanato, o reconhecimento do trabalho também passa pela certificação da origem quilombola das peças. “O selo de origem é concedido pela Secretaria de Estado da Igualdade Racial do Maranhão, que certifica que a matéria-prima utilizada e a produção têm origem quilombola. Após toda a documentação ser analisada e aprovada, recebemos essa certificação, e isso é motivo de muito orgulho para nós”, destacou.

Para a secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, a participação dos grupos quilombolas em eventos nacionais fortalece a cultura e amplia a visibilidade do Maranhão. “Quando o visitante leva uma peça artesanal, ele leva também um pouco da identidade do Maranhão. O artesanato aproxima as pessoas da nossa cultura, da nossa história e desperta o desejo de conhecer o estado”, afirmou.
Além de promover a cultura popular maranhense, a participação no Salão do Artesanato fortaleceu o empreendedorismo feminino, ampliando oportunidades de comercialização e dando visibilidade ao trabalho desenvolvido pelas comunidades tradicionais quilombolas do Maranhão.
Assista o Vídeo salão do artesanato 
Texto e fotos : Geíza Batista – Assessora de Comunicação Ceprama/Setur-MA

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