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Após nova 'cutucada' de Trump, papa Leão XIV diz que ricos e poderosos ameaçam a paz

'Não tenho medo do governo Trump', diz papa Leão XIV após críticas do presidente dos EUA O papa Leão XIV afirmou nesta quarta-feira (15) que o mundo precis...

Após nova 'cutucada' de Trump, papa Leão XIV diz que ricos e poderosos ameaçam a paz
Após nova 'cutucada' de Trump, papa Leão XIV diz que ricos e poderosos ameaçam a paz (Foto: Reprodução)

'Não tenho medo do governo Trump', diz papa Leão XIV após críticas do presidente dos EUA O papa Leão XIV afirmou nesta quarta-feira (15) que o mundo precisa ouvir mensagem de paz e resistir aos "caprichos dos ricos e poderosos". A declaração acontece horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticá-lo em seu perfil na rede social Truth Social pela segunda vez na mesma semana. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O papa, que está em uma viagem de 10 dias pela África, falou com jornalistas durante voo de Camarões para Argélia. Ele pediu respeito por todos os povos do mundo e disse que sua viagem demonstrou a importância de se buscar o diálogo entre as diferentes comunidades . "Embora tenhamos crenças diferentes, maneiras diferentes de cultuar, maneiras diferentes de viver, podemos viver juntos em paz", disse o pontífice, referindo-se aos seus dois dias na Argélia, país de maioria muçulmana onde a Igreja Católica é uma pequena minoria. "Promover esse tipo de imagem é algo que o mundo precisa ouvir hoje", completou. Depois, em um encontro com o primeiro-ministro de Camarões, Joseph Dion Ngute, Leão afirmou que é necessário erradicar a corrupção para que a paz seja alcançada. "Para que a paz e a justiça prevaleçam, as correntes da corrupção, que desfiguram a autoridade e lhe roubam a credibilidade, devem ser quebradas", disse. "Os corações devem ser libertados da sede idólatra pelo lucro." "A paz autêntica surge quando todos se sentem protegidos, ouvidos e respeitados, quando a lei serve como uma salvaguarda segura contra os caprichos dos ricos e poderosos." Horas antes, Trump fez um post nas redes sociais provocando o papa. "Alguém, por favor, diga ao papa Leão que o Irã matou pelo menos 42.000 manifestantes inocentes e completamente desarmados nos últimos dois meses". O republicano também escreveu que é "absolutamente inaceitável" para Teerã ter uma bomba nuclear. Papa Leão XIV desembarca em Yaoundé, no Camarões, em 15 de abril de 2026. REUTERS/Luc Gnago Trump chama papa de fraco A publicação de Trump desta quarta-feira (15) provocando o papa Leão XIV não foi a primeira nesta semana. Neste domingo (12), Trump disse que o pontífice é fraco e que sua postura prejudica a Igreja Católica. O republicano afirmou preferir o irmão do pontífice e que não quer "um papa que ache tudo bem o Irã ter uma arma nuclear". "O papa Leão XIV é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa (...) Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos", publicou Trump no Truth Social. Apesar das falas do presidente dos EUA, não há registros de que o papa Leão XIV tenha consentido que o Irã tenha uma arma nuclear. Além disso, em 2025, Leão fez um apelo para um mundo livre da ameaça nuclear. Já no mês passado, ele disse que as nações deveriam renunciar às armas. As declarações aconteceram depois de o papa dizer que se sentir próximo do "amado povo libanês" e pedir um cessar-fogo, com o conflito no Oriente Médio entrando em sua sétima semana. Trump ainda disse que o papa só ocupa essa posição pois ele é o atual presidente dos EUA, e que Leão XIV deveria ser grato a isso. Além do texto do Truth Social, Trump também afirmou a repórteres no domingo que "não é um fã do papa Leão XIV. Ele é muito liberal, não acredita em parar o crime, acredita que deveríamos brincar com um país que quer ter uma arma nuclear para que eles possam explodir o mundo", disse. Trump também postou uma imagem feita por inteligência artificial em que aparecia usando uma túnica e com poderes de cura, em uma estética semelhante à de Jesus. A imagem foi excluída no dia seguinte após várias críticas, inclusive de apoiadores. Nesta segunda-feira (13), Leão afirmou que não tem medo do governo Trump. Ele disse ainda que não fez nenhum ataque direto ao presidente dos Estados Unidos ao apelar pela paz ou criticar pessoas que promovem guerras. “Colocar minha mensagem no mesmo patamar do que o presidente tentou fazer aqui, creio eu, é não compreender qual é a mensagem do Evangelho. Lamento ouvir isso, mas continuarei com o que acredito ser a missão da Igreja no mundo hoje”, disse. “Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de paz e reconciliação, e a buscarem formas de evitar a guerra sempre que possível", completou.