Dólar abre em queda a R$ 4,90 com trégua no Oriente Médio no radar
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (6) em queda, recuando 0,13% por volta das 9h10, cotado a R$ 4,...
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (6) em queda, recuando 0,13% por volta das 9h10, cotado a R$ 4,9058. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os preços do petróleo caem nesta quarta, com sinais de manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Declarações de Donald Trump sobre avanços nas negociações reduzem temores de um conflito maior, enquanto, segundo a Reuters, os países estão próximos de um acordo inicial mais simples. Por volta das 8h (horário de Brasília), o petróleo Brent era negociado perto de US$ 98, com queda de 11,60%. Já o WTI recuava US$ 11,93%, sendo vendido a US$ 89,13. ▶️ Na agenda do dia, o destaque fica para a divulgação de dados sobre o setor de serviços no Brasi e do fluxo cambial semanal, que mostra a entrada e saída de dólares no país. ▶️ Ainda por aqui, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa do programa “Bom dia, Ministro” para explicar o Novo Desenrola Brasil, cuja medida provisória foi assinada na segunda-feira. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,80%; Acumulado do mês: -0,80%; Acumulado do ano: -10,51%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,30%; Acumulado do mês: -0,30%; Acumulado do ano: +15,91%. Trégua no Oriente Médio Os investidores acompanham a possibilidade de um acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. As negociações ainda não foram confirmadas oficialmente, mas há sinais de avanço. Segundo a Reuters, os dois países estão próximos de firmar um acordo inicial em formato simples, com cerca de uma página. A proposta já havia sido mencionada pelo site Axios, com base em fontes ligadas ao governo americano e às conversas. Até o momento, autoridades dos dois países não comentaram publicamente o assunto. Apesar disso, uma emissora americana informou que o governo iraniano analisa uma proposta dos EUA com 14 pontos e deve responder às principais condições nas próximas 48 horas. Entre os temas discutidos estão a suspensão temporária do programa nuclear do Irã e, em troca, a redução de sanções impostas pelos EUA, além da liberação de recursos financeiros iranianos bloqueados no exterior. Outro ponto central envolve o Estreito de Ormuz, uma rota importante para o transporte de petróleo. A proposta inclui diminuir as restrições à circulação de navios na região. A ideia é que esse acordo inicial ajude a encerrar o conflito e abra um prazo de 30 dias para negociações mais detalhadas, que devem tratar de regras sobre o programa nuclear, o fim das sanções e a normalização do transporte marítimo. Durante esse período, tanto as limitações impostas pelo Irã à navegação quanto o bloqueio naval dos EUA seriam reduzidos de forma gradual. Caso não haja acordo, essas medidas podem voltar a ser adotadas. Mais cedo, o presidente Donald Trump anunciou a suspensão de uma operação militar que escoltava navios na região. A missão não conseguiu normalizar o fluxo de embarcações e acabou sendo associada a um aumento das tensões. Mercados globais Os índices futuros em Wall Street operavam em alta nesta quarta-feira, refletindo a expectativa de um possível acordo de paz entre EUA e Irã, além do otimismo com o avanço da inteligência artificial. Por volta das 8h40 (horário de Brasília), o futuro do S&P 500 subia 0,82%. Já o Nasdaq avançava 1,42%, enquanto o Dow Jones registrava alta de 0,89%. Na Europa, o movimento também era positivo. No mesmo horário, o índice STOXX 600 subia 2,61%, aos 625,64 pontos. Entre as principais bolsas, o DAX, de Frankfurt, avançava 2,97%; o FTSE 100, de Londres, ganhava 2,48%; e o CAC 40, de Paris, tinha alta de 3,24%. Na Ásia, os mercados da China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados por conta de feriados locais, o que reduz o volume de negociações na região. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
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https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/05/06/dolar-ibovespa.ghtml