Dólar opera em alta e bate R$ 5,07, de olho em novas tarifas de Trump e impasse entre EUA e Irã; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta de 1,23% nesta quarta-feira (3), cotado a R$ 5,0708 perto das 13h40. Já o Ibovespa, p...
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta de 1,23% nesta quarta-feira (3), cotado a R$ 5,0708 perto das 13h40. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 2,17% no mesmo horário, os 170.353 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os Estados Unidos propuseram mais uma sobretaxa para os produtos brasileiros na noite de terça-feira (2). A decisão de aplicar uma taxa de 12,5% se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio americana — a mesma usada para justificar a tarifa de 25% imposta ao Brasil na véspera. A nova investigação feita pelo governo americano concluiu que o Brasil e outros 53 países falharam em proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado e que isso cria uma dinâmica de "competição desigual" para empresas e trabalhadores americanos. Ainda não está claro, porém, se as taxas se somam — o que poderia totalizar uma sobretaxa de 37,5% aos produtos brasileiros. (entenda mais abaixo) ▶️ Para o mercado financeiro, no entanto, ainda pesam mais as incertezas acerca do conflito no Oriente Médio, em meio às mensagens mistas vindas dos Estados Unidos e do Irã. Ontem, o presidente Donald Trump negou que as negociações haviam sido interrompidas, contradizendo o que autoridades do Teerã haviam afirmado no início da semana. Já nesta quarta-feira, o presidente americano afirmou que o Irã "concordou em não ter armas nucleares" e anunciou que gostaria de conhecer o líder supremo do país, o aiatolá Motjaba Khamenei em algum momento. Diante das incertezas sobre a continuidade das negociações, o petróleo enfrentava mais um dia de alta. Perto das 13h40, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,11%, cotado a US$ 98,03. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 2,39% no mesmo horário, a US$ 96,00 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,67%; Acumulado do mês: -0,67%; Acumulado do ano: -8,74%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,24%; Acumulado do mês: +0,24%; Acumulado do ano: +8,11%. Retaliação comercial Em mais uma retaliação comercial do governo Trump, os Estados Unidos informaram na noite de terça-feira (2) que realizaram mais uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio americano e concluíram que o Brasil e outros 52 países falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países. Isso porque, segundo o relatório, a prática desses países é "irracional" e restringe o comércio dos EUA ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos. O governo dos EUA estabeleceu dois níveis de sobretaxação: 10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco. São eles: União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador. 12,5% de tarifa adicional para todas as outras economias investigadas que não apresentam regimes eficazes de controle. São eles: Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita, entre outros. A taxa de 12,5% vem apenas um dia após o governo americano decidir impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o Itamaraty, a expectativa é que as duas taxas, se adotadas, serão acumulativas. LEIA TAMBÉM Governo brasileiro diz que já esperava sobretaxa e reforça ser decisão política dos EUA Tarifa de 25% dos EUA pode atingir aço, suco e máquinas; veja produtos EUA dizem que o BC favorece o PIX; por que o sistema está na mira de Trump? Seção 301: entenda o mecanismo usado pelos EUA contra o Brasil Próximos passos: decisão é definitiva? O que acontece agora? Impasse no Oriente Médio continua Mais de três meses depois que EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, o conflito está em um impasse. (acompanhe os principais acontecimentos) O conselheiro militar do líder supremo do Irã também alertou para a possibilidade de mais ataques com mísseis e drones caso os Estados Unidos renovem seus ataques contra o Irã. "Cada tiro disparado e cada ataque serão respondidos com uma enxurrada de mísseis e drones", publicou Mohsen Rezaei no X, acrescentando que "o agressor será punido rapidamente". A ameaça veio na sequência de ataques dos EUA a um petroleiro iraniano e à ilha iraniana de Qeshm, que desencadearam ataques retaliatórios contra o Kuwait e o Bahrein. O ataque causou estragos no aeroporto do Kuwait, deixando 1 morto e mais de 60 feridos. Já o presidente Trump, por sua vez, se mostrou otimista em relação às negociações — mesmo em meio às violações do cessar-fogo. Segundo o presidente americano, o Irã teria concordado em não ter armas nucleares. Trump ainda destacou que o líder supremo iraniano, Motjaba Khamenei, está envolvido nas negociações e disse querer conhecê-lo em algum momento. Diante dos sinais mistos e das incertezas sobre a continuidade das negociações, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional nesta quarta-feira. Perto das 13h40, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,11%, cotado a US$ 98,03. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 2,39% no mesmo horário, a US$ 96,00 o barril. Mercados globais A escalada do conflito no Oriente Médio também ficou no radar nos mercados globais. Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street operavam sem direção única. Perto das 10h40, o índice Dow Jones caía 0,42% e o Nasdaq tinha baixa de R$ 0,28%. O S&P 500, por sua vez, subia 0,13%. Na Europa, os índices operavam majoritariamente em queda. Entre os principais índices da região, o alemão DAX caía 0,97% perto das 10h40, enquanto o britânico FTSE 100 recuava 0,14% e o francês CAC-40 tinha perdas de 0,48%. Na Ásia, as bolsas da China fecharam em alta, impulsionadas por ações do setor óptico e de semicondutores. O índice de Shanghai Composite subiu 0,2%, enquanto o CSI 300 subiu 0,5%. Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,6%. O Nikkei, do Japão, avançou 2,5%. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
Fonte da Reprodução:
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/06/03/dolar-ibovespa.ghtml