Dólar sobe, com inflação dos EUA e Oriente Médio no foco; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar passou a subir nesta quarta-feira (12), com um avanço de 0,16% perto das 11h, cotado a R$ 5,1686. J...
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar passou a subir nesta quarta-feira (12), com um avanço de 0,16% perto das 11h, cotado a R$ 5,1686. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 0,18% no mesmo horário, aos 167.578 pontos. Investidores repercutem novos dados de inflação dos Estados Unidos e seguem atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O cenário eleitoral brasileiro e as dúvidas sobre o rumo dos juros no país também ficam no radar, após a JP Morgan citar os dois fatores em um relatório divulgado na véspera. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados de inflação dos EUA são o destaque da sessão. O índice subiu 0,1% em julho, após queda de 0,4% em junho. Em 12 meses, houve uma desaceleração de 3,5% para 3,4%. Os dados vieram em linha com o esperado pelo mercado e ajudam a dar sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na condução dos juros americanos. ▶️ Ainda no exterior, o conflito no Oriente Médio segue no radar. Segundo a Bloomberg, o presidente americano, Donald Trump, reivindicou o controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio de petróleo na região. O Irã, no entanto, continua a fazer ataques a navios que transitam pelo canal. As divergências entre os dois países voltam a levantar preocupações sobre a oferta global de petróleo. Perto das 11h, o barri do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,43%, cotado a US$ 88,53. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,43% no mesmo horário, a US$ 82,84 o barril. ▶️ No Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) fica no centro das atenções. O volume do setor ficou estável em junho em relação a maior e teve uma alta de 2% em comparação ao mesmo mês de 2025. Os dados foram divulgados pelo IBGE e vieram mais fracos do que o esperado pelo mercado. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1,52%; Acumulado do mês: +1,80%; Acumulado do ano: --5,98%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado da semana: --2,77%; Acumulado do mês: --5,77%; Acumulado do ano: +6,86%. Trump reivindica controle de Ormuz Os impasses entre os EUA e o Irã continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo no mercado internacional. Na véspera, segundo informações da Bloomberg, Trump afirmou que detinha o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global da commodity. A informação, no entanto, foi desmentida por Irã, que continua a fazer ataques intermitentes a navios que transitam pela região. Segundo dados divulgados pela Reuters, o número de embarcações monitoradas no Estreito caiu para oito na terça-feira, o menor nível em uma semana. A queda indica que os navios seguem receosos em cruzar o canal, em meio às tensões e ataques registrados. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Ao mesmo tempo, as negociações entre os dois países para um acordo de paz parecem estar em um impasse. No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito e afirmou que os EUA precisarão atender às demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano "The New York Times" (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana. Entre as exigências estão: a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã; a retirada das tropas americanas das proximidades do país; o pagamento de indenizações de guerra; a liberação de ativos iranianos congelados; o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e o encerramento das ameaças contra o país. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também afirmou que o país e Omã estavam "muito perto" de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito. "Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve", disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. "Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos." Na segunda-feira, no entanto, Trump ironizou o pedido de indenização do Irã que deveria ser pago por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários americanos operavam em alta nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam os novos dados de inflação dos EUA e repercutiam balanços corporativos. Perto das 11h, o Dow Jones tinha alta de 0,05% e o S&P 500 subia 0,34%, enquanto o Nasdaq Composite avançava 0,50%. Na Europa, as bolsas de valores operavam mistas, também de olho na inflação americana. No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, subia 0,28%, enquanto o CAC-40, da França, tinha queda de 0,29% e o FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,15%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em leve alta nesta quarta-feira, impulsionadas pelos ganhos nos setores de tecnologia e mobiliário, enquanto investidores aguardavam os novos dados de inflação dos EUA. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, avançou 0,3%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,8% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,68%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,83%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
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https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/08/12/dolar-ibovespa.ghtml