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Petrobras vai perfurar 3 novos poços na Foz do Amazonas a partir de janeiro

Fim do desconto da Petrobras: como ficam os preços da gasolina? A Petrobras enviará, em janeiro, uma sonda de perfuração para a Bacia da Foz do Amazonas, no lit...

Petrobras vai perfurar 3 novos poços na Foz do Amazonas a partir de janeiro
Petrobras vai perfurar 3 novos poços na Foz do Amazonas a partir de janeiro (Foto: Reprodução)


Fim do desconto da Petrobras: como ficam os preços da gasolina? A Petrobras enviará, em janeiro, uma sonda de perfuração para a Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, para iniciar os trabalhos em três novos poços. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A informação foi dada nesta terça-feira (22) pela diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da estatal, Renata Baruzzi, em entrevista à Reuters. A empresa recebeu recentemente autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar as perfurações. Os poços serão usados para avaliar a viabilidade comercial da descoberta de petróleo na região. 🔎 O anúncio faz parte de um plano apresentado em agosto deste ano, que prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial. Três desses poços aguardavam licenciamento ambiental para o início das atividades. Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas Petrobras/divulgação Petrobras vai investir US$ 2,5 bi até 2030 A Petrobras informou que o Plano de Negócios 2026-2030 prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 12,85 bilhões), na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial, região considerada promissora para a expansão da produção de petróleo e gás no país. Petrobras encontra indícios de petróleo em poço no Amapá, na Foz do Amazonas Segundo a estatal, o valor corresponde a 37,5% do total destinado à exploração no período. Três poços aguardam licenciamento ambiental para início das atividades. Os motivos do Ibama ter segurado as licenças até agora O Ibama atua com cautela diante da complexidade da região e exige estudos mais detalhados antes de liberar as licenças. Entidades como o Greenpeace e a WWF-Brasil alertam para os riscos ao Grande Sistema de Recifes da Amazônia, um ecossistema raro formado por corais e esponjas, e à extensa faixa de manguezais contínuos no litoral do Amapá. Líderes locais e ambientalistas também destacam os possíveis impactos sobre comunidades tradicionais. Acidentes ou até mesmo a poluição sonora das embarcações podem comprometer a pesca artesanal, além de afetar territórios quilombolas e terras indígenas costeiras. “Nós temos calendários tradicionais que são norteados a partir da mudança do tempo. Quando é período de chuva, é um período de determinadas espécies de que a gente se alimenta. Quando é verão, são outras espécies, como aves, como peixes, que vêm da água salgada também, porque o nosso território é banhado pelas águas do oceano”, disse Luene Karipuna, membro da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (APOIANP). O projeto da Petrobras na costa do Amapá é considerado estratégico para a soberania energética do país, mas também desperta preocupações sobre a preservação de ecossistemas únicos e a proteção de populações que dependem diretamente dos recursos naturais da região. Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea