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Trump critica alta dos juros nos EUA e defende taxa de 1%, mas diz confiar em presidente do Fed

Fed eleva juros dos EUA pela primeira vez em mais de três anos O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o patamar dos juros do país, que subiram ...

Trump critica alta dos juros nos EUA e defende taxa de 1%, mas diz confiar em presidente do Fed
Trump critica alta dos juros nos EUA e defende taxa de 1%, mas diz confiar em presidente do Fed (Foto: Reprodução)


Fed eleva juros dos EUA pela primeira vez em mais de três anos O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o patamar dos juros do país, que subiram em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (16), mas disse confiar em Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos. "As taxas de juros nos Estados Unidos deveriam ser de 1% ou menos, porque temos o melhor crédito do mundo — DE LONGE", publicou Trump, em sua rede social. "Estamos 'carregando nas costas' quase todos os países do mundo, e isso não pode continuar". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na mesma publicação, Trump disse que os EUA estão "em plena expansão com novos investimentos" e ganhariam ao menos US$ 1,5 trilhão por ano se deixassem de negociar com os países com os quais há um déficit comercial. Após a crítica, afirmou a repórteres que ainda confiava em Kevin Warsh, que assumiu a chefia do Fed no início do ano. Ele foi nomeado por Trump para substituir Jerome Powell, que era frequentemente criticado pelo republicano por não promover cortes drásticos nas taxas de juros. "Eu conversei com o Kevin. E eu disse: 'Você pode muito bem votar com o conselho, porque não vai fazer diferença. O conselho é muito hostil. Eles são muito políticos. Estão fazendo a coisa errada", declarou Trump. O Federal Reserve (Fed), elevou a taxa de juros do país para a faixa de 3,75% a 4% ao ano em uma decisão unânime. É a primeira alta desde julho de 2023. Donald Trump, presidente dos EUA, em foto de 13 de setembro de 2026 AP/Julia Demaree Nikhinson A alta nos juros dos EUA interrompeu uma sequência de cinco reuniões consecutivas sem alterações. A decisão foi influenciada, entre outros fatores, pela disparada do preço do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, o que reforçou as preocupações do Fed com a inflação. Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) afirmou que a decisão de elevar os juros considera o duplo mandato do Fed: controlar a inflação e promover o máximo emprego. Novas projeções apontam que a maioria dos integrantes do Fed espera pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto em 2026. ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. Trump critica patamar da taxa de juros do país Reprodução Essa foi a 14ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, este foi o quarto corte de juros, em meio a um cenário econômico incerto, marcado por conflitos geopolíticos, como a guerra entre EUA e Irã, e pela guerra tarifária promovida pelo republicano. Foi também a terceira reunião sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Trump para presidir o banco central dos EUA. Warsh tomou posse em 22 de maio e iniciou oficialmente seu mandato de quatro anos em uma cerimônia na Casa Branca. A troca de comando no Fed ocorreu após meses de atritos entre Trump e o ex-presidente da instituição, Jerome Powell. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano critica os juros elevados e defende cortes nas taxas para evitar que o crédito mais caro prejudique a economia. Trajetória da taxa básica de juros dos EUA Arte/g1